29.12.09

Intermission

Não deixes que algo “menos bom” tenha reflexo negativo no teu “eu”. Cria novas memórias, memórias tranquilizadoras e inspiradoras. A tua vida és tu! Agarra-a de novo! Sorri e vive! Não há nada aqui para reflectir, para filosofar… para entender…

"A vida é... bela!". (É só isso que tens que saber...)

__

Nota: Adoro este blogue...

15.12.09

Anti-pequeno príncipe (por Luiz Vadico)

"«Se tu vens as quatro
Desde as três eu sou feliz...»

E se as quatro tu não chegas...
Continuo feliz a te esperar até as cinco...
Mas se tu não vens...
Ansioso te espero até as seis...
As seis e meia já estou triste, te esperando ainda
As sete, arranco os cabelos e me pergunto: o que é que há? Tá pensando o que?
As oito, jogado no chão, já sou desespero...
As nove, quando tu chegas enfim... já não quero mais te ver.
Não há expectativa de felicidade que o desprezo não destrua."

____

Luiz Vadico

23.11.09

Sad & beautiful world







"I'm sorry you had to go through such heart ache. I've gone through the same but in my case the one I truly loved died… I am married now and have a kid but I don't think I will ever be as happy as I once was with him. I feel I died the day he did, I've been told it was like I totally shut down the day he died and it seems like it at times. I hope you find someone to fill that whole in your heart as you and everyone deserves. "

19.11.09

Perdi...

as palavras

o jeito

a inspiração

... o amor.

5.11.09

"Como pode ser tão bom esse mal que me fazes, ó vida!"

25.10.09

Fica sempre um pouco de graça

E um tanto de ingenuidade.

Agora, rimo-nos com tanta ingenuidade.

24.10.09

A leve esperança leva-nos a fazer coisas… Coisas boas, coisas imbecis…imaturas… românticas, apaixonadas… - Quantos já não tentaram reatar uma relação… Quantos já não choraram, quantos já não fizeram quilómetros com um ramo de flores em punho (o mais belo de todos) na ânsia de reconquistar o coração de alguém… Nem sempre funciona… Por vezes o desgosto é maior… O desconcerto aterradoramente inquieto… A desilusão permanente... Mas Não mudes… Muda porventura de paixão… Lembra-te: Poucas pessoas terão o privilégio… Poucas o merecerão. Outras voltarão...

20.9.09

A vida não tem compasso mas tem melodia

26.8.09

Deeply Between The Sweetest Lie & The End of Innocence

It’s too bad when we’re beautiful,
And the beauty doesn’t mean a thing.

You never knew…
You never gave…
You never wanted…

Angel,
I acquainted the asexual whim of words,
Stutter and stutter endulling my chance.
Trapped me into a maze, of beauty and grace.

Darling,
I stare at the flood of my chest,
The brightest smile
I wanted to…

I wanted to…
I wanted…
I wanted…

Beautiful,
Did you know…
As I were getting caught by this blaze,
My heart shouted out:
“Hey, what’s all the fuss?”

I said: Should I stop for a while?
Then, you uttered with a smile…
I am not fond of him, not anymore…

And so I started…
I started to feel the thrill,
While a voice mildly whispered: “Wake up, you’re dreaming…”
Oh…
Oh really?
Am I?
I…
I really believed…
I really thought I…
So it was a lie?
I guess it was…
Was I naïve?
“I guess you were just being used...”

Honey,
Do you remember how tenderly?
How tenderly I started to shuffle my feet?
And how my trembling eyes remained in silence,
Debating, tussling and scrapping as you,
As you debauched with perfect seduction?

As you…
You…
You…
Always you…
And you…
And you never…

Pretty,
This unanswered question, Is why you’re on my mind?
It is to feed up the failure of our choices?
No?
No means…
Nothing means…
Silence means,
Nothing.
Silence is an empty sound.
Silence, is so quiet.
So…

Sweetie,
Out to the curb I fell,
Trying to shove back this noble wine I (once again) sipped.
Trying to flee from the glimpse of a fallen tree.
The unrequited.
I caught it...
I still catch it…

Without any fuss.
I seat on what I thought it was.
I turn down the light.
I let the night enfold the shadow in me.
I close my drifting eyes and I wish…
I wish for the unfulfilled dream.
I lie perfectly still.
I linger.
I cheat destiny, just to get a sparkle of you…

You…
You…
Always you…
And you…
And you….

Deary,
You are graceful, but your grace falls (day by day).
You are lovely, but your love leaves.

And I,
I gather the pieces and find nothing but emptiness.
I tear my heart apart.
I fight against anger and hate.
I wander through madness.
I crack up.
I cave in.
I feel thin.
I follow the fashion…
I float above desert skies of loneliness, where you used to run free in flowers with a white dress.
Where nobody leads at all…

And I,
And I am…

Too frail at my words.
Too weak to even lift my arms.
Too desolated to smile.

Too frustrated to regard,
The very one who loves to be despised...


Well, I really don’t know if I should pack all my dreams…
It seems right.
It feels wrong…
I’m not sure…
But I know you want it,
I know you care,
I know you feel it,
I know it is there.
Some truth within…
Somewhere…

Babe,
Is this what made you so afraid of?
This senseless words…
C’mon…
This is only lousy poetry…
This is nothing…
This means nothing…
And I ain’t telling you that.
I ain’t telling you…
I ain’t telling you that
It stifles my breath
Not having you around.

19.8.09

The bleeder

Sally thinks all her bleeding has a meaning.

She’s so wrong!

8.8.09

XVII secundus










17 seconds of compassion;
17 seconds of peace;
17 seconds to remember love is the energy behind which all is created;
17 seconds to remember all that is good;
17 seconds to forget all your hurt and pain;
17 seconds of faith;
17 seconds to trust you again;
17 seconds of radiance;
17 seconds to send a prayer up;
17 seconds is all that you need.

___
From the Smashing Pumpkins album "Adore"

6.8.09

Tem que acabar

Esta vaidade que nos ensombra

Esta malícia que me consome.

Mas tu não vês…

Não vês que eu…

Eu estou-te a usar

E tudo isto tem que acabar…

(...)

Esta cama fede a solidão sem teu perfume

E tu vens e vais

Sem nada mais

Tu vens e vais (sempre)

Sem nada mais

Sempre de mãos trémulas agastadas pela dúvida

Tu vais e vens,

Mas isto tem que acabar

...

Pois só tu vais um dia chorar...

4.8.09

How far would you go to destroy yourself?

" 'Cause we reach for what we're missing in:
We don't know how to let love in...
Don't you cry for me
Because I'm already dead"

26.7.09

Já olhaste o céu hoje? …as estrelas dançam apaixonadamente sobre uma mentira. Uma mentira louca, doce e reconfortante.

25.7.09

Eu

Não quero ligações, nem amarras… deixa-me… que eu perdi demasiado tempo a subjectivar um sonho…

20.7.09

Sedução...

«O Homem é seduzido não por ter uma vontade de resistir, que é claramente vencida, mas porque o ser-se seduzido é um prazer por si só. Nós rendemo-nos pelo prazer da rendição»


____


J.M.C.

15.7.09

Nós (quem?)

Nós seguimos o caminho oposto a todos os outros: De estranhos.., a irremediáveis desconhecidos.
Interessante…
Nada mais, nada menos, apenas e só.

4.7.09

Where you going to go when everyone lets you down?

3.7.09

Sempre acreditei em sorrisos...
Mesmo quando sorriem sem saber.
Mesmo quando tudo fazem para não sorrir.
Mesmo quando tudo fazem para negar a si que algum dia sorriram...

24.5.09

Anda daí!

Anima-te meu pobre!

Anda daí!

Anda Rir comigo!

22.5.09

Tudo isto para dizer que AMAR não é Sofrer!!!!!
E só não o vê quem não o quer!!!

20.5.09

Não tive a menor dúvida em perceber que o que mais necessitavas era de um gesto de carinho, de afecto. Um pouco de ternura... Mas, é tão difícil chegar até ti... É tão difícil demover-te do teu "pranto obstinado". Pranto que carregas sem perceber que é demasiado cruel...
O certo é que acabou!
Acabou aqui!!!!

19.5.09

When Broken is easily fixed...

Tu não te irás encontrar!

Não enquanto viveres dentro de ti e não conseguires sair…



18.5.09

Precipito-me em palavras...
As mesmas que não te quero dizer,
Não me tiram a vontade de escrever.
Mas tenho que reconhecer,
Que nada vai acontecer!

23.4.09

Patologia do pensar...

Por vezes penso…
Porque é que?...
Porque é que penso, eu?
Eu penso porque… Não!
É esta racionalidade racional?!
Não será! Pois causa-me náuseas agudas!
E eu não quero-as ter!
Não quero pensar mais!
Mas como me evadir do pensamento?
Como deixar de pensar… - É o meu tormento!
Bem..., quanto mais eu tento, maior é o meu desalento!
Maior a convicção duma razão…
A qual me diz, não há razões!
Então porque penso?
Não terei melhor para fazer?
Certamente…
Não posso ficar agarrado a este tédio intelectual que me consome…
Tem que haver melhor para fazer e há!
Certamente…
Só que…
Eu penso… e penso… e…
Quando não devia…
Quando não devia eu…
E o meu dia foge…
Com ele, um pensamento:
Mas porque é que penso?!
Eu penso porque… Não!
Poderia eu convidar alguém para comigo pensar…
Não pensaria sozinho…
Mas ninguém,
Ninguém quer partilhar comigo o meu pensar, o meu pesar…
Por vezes, eu penso…
Vou-vos contar tudo o que eu penso!
Vou-vos contar o meu triste tormento!
Mas, talvez fariam troça de mim…
Por ocupar todo o meu pensar com um único pensamento
Eu não quero pensar mais!
Não quero pensar mais!
Mas como me evadir do pensamento?
Por vezes penso…

Eu penso...
Penso que me farto... e estupidifico...
o meu pensar que quero deixar...

Mas quanto mais tento, quanto mais... maior é o meu desalento!
Porque é que eu ainda perco tempo?!

12.4.09

isn't it cool?!

I’m the pain killer

I provide you all the emotional support that you need

I fill your emotional gap

And you don’t need to bother at the end…

I’M DISPOSABLE

10.4.09

A falta de honestidade mata-me e nem por isso morro...
É só mais um passo dentro do desalento...


Mas a culpa é minha...
Eu é que tenho muita "merda" na cabeça...
Eu é que dou atenção a tudo...
Eu é que...

3.4.09

Uma mulher

Certo dia vi uma mulher bela

Tão bela que meus olhos brilharam

Enquanto seus, apenas choravam

Uma mulher que me cativou

Uma mulher que me deslumbrou

Uma mulher que subitamente me deixou

2.4.09

Parece inocente o relato de um homem apaixonado…

1.4.09

“If you try the best you can
If you try the best you can
The best you can is good enough”

28.2.09

Vale a pena ver!


video

Alguém já ouviu falar no "Suplício de Tântalo"? Não? Sim? Não têm a mínima curiosidade em saber do que se trata? - Podem sempre procurar no google... - No entanto, eu, enquanto pesquisava sobre Samuel Beckett, encontrei um link que me levou a outro e a... até que: Lá estava... O suplício de um Homem.

27.2.09

Ciciar 3

Porque haveriamos nós de entender as mulheres...

Tudo seria tão obvio...
Tudo tão igual a nós mesmos...

26.2.09

Ciciar 2

- Podias fazer disto uma história de amor...
- Mas como?
- Dá-me a tua mão!
- ...

25.2.09

NOITE

Noites frias, onde só, me sentia mártir
Noites escuras, onde não tinha medo de precumbir
Onde era-me díficil objectivar com exactidão
Onde era-me díficil resistir à tentação.

Noites tristes, onde no pensamento procurava não pensar
Doía-me só de pensar que não havia esse lugar
Noites silenciosas, onde meus ouvidos não queriam ouvir
Onde meus olhos não queriam acreditar, que foi contigo que desejei um dia estar.

Um sentimento que não queria ter,
Conjugado com a vontade de te ver...
Cruel sensação que me impedia de viver

Noites onde permanecia acordado na penumbra
Tentando desistir da falsa fantasia de te ter um dia
Noites, onde, tentava encobrir sonhos de futuros póstumos

Noites onde o sonho de te ter, era assombrado pela simples razão... de um dia não te conseguir deixar se assim tivesse que ser...

Foram demasiadas noites mal dormidas, demasiadas noites em claro, perdidas... a pensar... a pensar... a sonhar... a imaginar... a idealizar...

Sim, eu sei... são demasiadas reticências para o sonho se realizar.

24.2.09

It ain't me baby...

Go 'way from my window,
Leave at your own chosen speed.
I'm not the one you want, babe,
I'm not the one you need.
You say you're lookin' for someone
Never weak but always strong,
To protect you an' defend you
Whether you are right or wrong,
Someone to open each and every door,
But it ain't me, babe,
No, no, no, it ain't me, babe,
It ain't me you're lookin' for, babe.


Go lightly from the ledge, babe,
Go lightly on the ground.
I'm not the one you want, babe,
I will only let you down.
You say you're lookin' for someone
Who will promise never to part,
Someone to close his eyes for you,
Someone to close his heart,
Someone who will die for you an' more,
But it ain't me, babe,
No, no, no, it ain't me, babe,
It ain't me you're lookin' for, babe.


Go melt back into the night, babe,
Everything inside is made of stone.
There's nothing in here moving
An' anyway I'm not alone.
You say you're looking for someone
Who'll pick you up each time you fall,
To gather flowers constantly
An' to come each time you call,
A lover for your life an' nothing more,
But it ain't me, babe,
No, no, no, it ain't me, babe,
It ain't me you're lookin' for, babe

________
 
Joan baez

Razbliuto

Please understand... This is the right moment to cry! I'm not here to spread the word. Finnish with all the pain! CRY, CRY A LOT, CRY WITH ALL YOUR STRENGTH, and if you need to scream, do it, do it very loudly... Try to break all the windows, try to call the attention from your neighbours... Do it until you get completely exhausted... By that time you will see that there's no more reasons to cry...


But Joey... please don't... Don't leave me...

23.2.09

...

Fartei-me de presumir a teu respeito! - Estou cansado!

- Mas quem és tu afinal?
Porque me falas?
- Quem sou eu?
...

22.2.09

Será verdade?

"Sabes querido, algumas mulheres querem ser amadas mesmo que desrespeitadas..." disse-me Rute.

Não lhe questionei porquê...
Mudei de assunto...
No entanto,
... pensei vários dias...
Não faz sentido...
Não consigo...
Nem quero perceber...

18.2.09

“If I told you this was killing me would you stop?”

10.2.09

...

"... Vou-te amar intensamente como nunca. Amei-te com avidez precipitação impreparação juvenil. Havia uma distância enorme de permeio e eu tinha de a preencher. Amei-te depois com luxúria como se diz no catecismo. E amei-te como cumprimento de um horário semanal. Com raiva humilhação quando andaste, eu nem sei se andaste lá com o teu colega do pataanatá. E porque é que não sei?
Minha querida. Tinhas um grande orgulho ou vaidade no teu corpo, e desde a história do Bem sei lá o que tu querias. Seduzir, dares aos outros a possibilidade de partilharem do maravilhoso de ti e acimares-me domesticares-me obrigares-me a ajoelhar. Silêncio - e já falei tanto. Vou pôr na rua da lembrança tudo o que não for da tua nudez, a amargura vexame sofrimento. Mesmo as alegrias que não são para aqui. Mesmo os filhos que também não - A vida inteira que passou. Preciso tanto de te amar - e como te vou amar? Não sei. Vou-te amar com o infinito da tua perfeição."
__________
Vergílio Ferreira - Em nome da terra

2.2.09

Nobody...

"I've got a little black book with my poems in
Got a bag with a toothbrush and a comb in
When I'm a good dog
They sometimes throw me the bone in

I got elastic bands keepin' my shoes on
Got those swollen hand blues
I got thirteen channels of shit on the TV to choose from
I've got electric light

And I've got second sight
I got amazing powers of observation
And that is how I know, when I try to get through
On the telephone to you, there'll be nobody home

I've got the obligatory Hendrix perm and the inevitable pinhole burns
Now all down the front of my favorite satin shirt
I've got nicotine stains on my fingers, I've got a silver spoon on a chain
Got a grand piano to prop up my mortal remains

I've got wild staring eyes
And I've got a strong urge to fly, but I got nowhere to fly to
Ooh, babe when I pick up the phone there is still nobody home
I've got a pair of Gohills boots and I got fading roots"

Pink Floyd, Nobody home

29.1.09

por vezes e vezes 2

Por vezes e vezes, queremos tanto que entendam o nosso estado de espírito... Seja com uma flor, com uma música... Mas,
Por vezes e vezes isso não é possível,
Não é possível até essa pessoa entender por si,
Seja uma flor, seja uma música...
E...
Por vezes e vezes, sabemos que tal não pode ser forçado ou até mesmo entendido...

28.1.09

Out of touch

Don't get mad...
She can't save you...
She's falling too...

27.1.09

...

- Controla as tuas emoções...
"O Inesperado que se realiza tem a sedução da aventura"
- ...
É estranho como o inesperado se pode tornar numa ânsia difícil de suportar...

25.1.09

Não és mais...

Não és mais do que uma folha...
Uma folha leve, fina e graciosa,
que eu mantive junto a mim.

Durante quatro estações...
Durante quatro estações
Amparei-te a queda,
Dei-te abrigo,
Sequei-te as lágrimas.

Não és mais do que uma folha...
Uma folha leve, fina e graciosa,
que também cai.

Durante quatro estações
Amparei-te a queda,
Dei-te abrigo,
Sequei-te as lágrimas.

E agora...
Nada impede que caias
Tal como as outras...

Pois não és mais do que uma folha...
que cai.

21.1.09

It's a lottery baby. Everybody roll the dice.





This fickle state
Object of my ambition
I swore to dismiss


Two edged sword
Unresented I wore
As an orchestrated bliss


But I never dreamed I’d miss
The glister of this...

I never dreamed I’d miss
The lust desire of a kiss.


...




5.1.09

...

...
...quão cruel é o silêncio...
...

3.1.09

Louco

Sou louco e tu?
Eu quero voar, suster-me no ar...
Sou louco e tu...
Sou louco e tu o que és?

21.12.08

Simplicidade - parte 3

Tenho reparado que fujo constantemente da vida...
Tudo me faz pensar...
E eu quero tudo...

Isto é...
Tão simples e mesmo assim...

18.12.08

Suspiro...

Perdido entre manuscritos vãos,
Encontro o meu ardor timbrado...

Simplicidade - parte 2

- Sabes que sempre gostei da simplicidade!
- Sim... e?
- E?...
- e... o que tem?!
- ... não vale a pena...
- Não? Então?
- Ela já se foi... Seria complicado voltar...
- ... não te estou a entender... Estás a falar de quê?!
- ...da simplicidade... Estava mesmo diante mim...

17.12.08

Simplicidade - parte 1

Sempre gostei da simplicidade! É ponto assente.




Então a simplicidade?! Não era disso que ias falar…?!

Está mesmo diante mim!
Não consegui não olhar!

15.12.08

A doce fragrância e o pobre pulmão

A mais doce fragrância corre livremente… Encontra-se com um desconhecido pulmão que inesperadamente a convida a entrar;

(...)

Entre sorrisos estende-lhe a mão... - Gentilmente... - Ele aceita amavelmente...
Ela por seu lado sem saber bem como, sente-se confortável mas ao mesmo tempo trémula e nervosa face a tão bela luminosidade…

Mas por quanto tempo pode durar um fôlego?

Ele tem que ir…
Ela tenta a todo o custo que ele permaneça com ela mais 5 ou 10 segundos, mas não lhe é possível…
Ele nada pode fazer para evitar…
Ele acaba por ir...
Esvanece no ar… mistura-se com as impurezas de um ar corrompido...
Ela fica novamente só...
Tem simplesmente que se conformar,
Que dificilmente voltará a respirar tão puro ar...

Por quanto tempo pode durar um fôlego?

Por quanto tempo?

3.12.08

Difícil a conquista quando a nossa melhor arma é a verdade...

Eu não te vi assim...
Aliás, tu não devias ser assim...
Assim como as outras...

Fiz-te rainha nos meus sonhos...
Contudo...
Negaste a coroa que só eu podia dar...

Eu não te vi assim!
Aliás, tu não devias ser assim...
Eu fiz-te diferente de todas as outras...

E mesmo assim...
Mesmo assim, tu nunca me deste a mão…
Eu porém, consegui tocá-la naquele dia…
É curioso pensar nesse dia…
Pensar no que senti…

É curioso pensar…
É curioso pensar que isto é demais…
Tudo é demais quando se oferece o melhor que se tem...
Tudo é demais quando não nos dão real valor...

29.11.08

...

- Porque dás tanto quando sabes que não vais receber nada?...
- É suposto responder?
- Gostava de te ouvir dizer alguma coisa...
- ...
- Ouve-me com muita atenção! - Não percas o teu tempo com quem não quer passá-lo contigo... Aprende isso de uma vez por todas!

27.11.08

por vezes e vezes...

Por vezes gostava de não ouvir certas coisas...
De não ver certas coisas...
De não sentir certas coisas...

20.11.08

"Burn"

"You won't find me condescending at your closed door
You won't hear how I feel.
Say you've been there before
The holiday's the hardest time to fill in all the blanks
And you don't need anyone to show you those mistakes

Wrap yourself up in only math of our world
Fill up the holes in your full heart with details
For all the riddles solved and every puzzle you complete
Can't seem to find the pieces to the heart that beats

You'll master every task but always by the book
Then log it in your past with risk that you once took
They left you then, they'll hurt you now
Can't get too close to you or you will cut them down

And any fool can play I'll raise the stakes with another turn
We risk, we roll and we burn

At arms length you never get hit
There's too much to gamble when you let someone in
My true friend I'm spewing
And only one more positive
I just might spill some notable insight
I didn't think before I purged

So here I am attempting to unlock your closed door
I wouldn't break it down 'cause you'd be gone for sure
You might say something nice of me and send it in a card
Or under whiskey breath slur kind words at the bar
And you're sinking me
While you stay afloat in the tank you built
We drop, we'll never learn"


"Burn" - Lagwagon

13.11.08

Your "Noema" (my own paralysis...)

Don’t you cry…I just want to make you smile... stay with you for a while...

7.11.08

Lembro-me como jantamos todos juntos ao redor de uma mesa redonda, divertidos e eufóricos. "Vinho para todos!" Alguém gritou! -Tu insististe em ficar a meu lado, apesar de saberes que estava tão longe. Saímos. Fomos a um bar. - Ficámos novamente sós... Lembro teu olhar húmido, emocionado, penetrante… Com ele disseste “Não foi me teres magoado naquela altura que mais me deixou triste, foi simplesmente nunca mais me teres dito nada desde então…”. Não consegui expressar-me… […] Decidimos ir para casa… Chamamos um táxi…
Entretanto, voltei ao pé de todos para os avisar que íamos embora… Mais choros, Ana, não nos conseguia ver assim e desata a chorar… Bem, chega o táxi… Uma curta viagem até casa de cada um. Despedimo-nos rapidamente com um até amanhã. Não voltamos mais a nos ver…

27.9.08

Postergar

Não me sorrias...
Não me olhes com esse teu olhar...
Não me digas "Olá" quando me avistas...
Não me digas "Adeus" quando te vais...
Não me fales quando eu converso contigo...
Não me atendas o telemóvel quando ligo...
Não me respondas aos "mails"...
Não me elogies...
Não me admires...

Não digas nada...
Não faças nada...

Que eu...
Deixarei de tentar...

4.7.08

Camélia Branca

– Flor!
Oh Flor!
Beleza Perfeita.
– Como se chama?
– Camélia.
– Não…, a flor! …flor, um dia amor!
– Porque não?
Flor!
Oh Flor!
Beleza perfeita, Vê então!
– Perfeição pois então?
– Pois não. É a mais Perfeita Flor!
– Perfeição não! Isso é ilusão…
– Não se a visse…, pura e delicada.
– Quem?!
– Ela chama-me de tolo.
– Romanesco, dizes tu?
– Sim, sou!
– É para ela!
A mais bela flor.
– A Camélia?
– Não! Não a flor!
– Então quem?
– A que me chama de tolo.
– Romanesco, dizes tu!
– Sim, sou!
– Flor vê então, quem por ti tem admiração!
Flor vê então…, um dia paixão!
Porque não…?
A Flor mais pura e delicada.

(…)

Ia rua fora com uma camélia branca na mão, …a pensar em ti.
Decidi entregar-ta. Porque não?!

2.6.08

I'm so happy these days
So fucking happy
So...
Please hurt me!

17.3.08

Triste

(Tom Jobim)

"Quando a noite vem
Vem a saudade do carinho seu
Olha, meu amor
Chego a pensar que o nosso amor não morreu

Quando esta tristeza vem falar
Das coisas de você
Ouço a sua voz no mar
Vejo o seu olhar no céu
A sonhar, como eu
Com saudade também

Triste é viver na solidão
Na dor cruel de uma paixão
Triste é saber
que ninguém pode viver de ilusão
Que nunca vai ser, nunca vai dar
Num sonhador, tem que acordar

Sua beleza é um avião
Demais pra um pobre coração
Que pára pra te ver passar
Só pra me maltratar
Triste é viver na solidão"

28.2.08

"amor..."

é o sentimento mais egoísta de todos... Como pode Deus querer que nos amemos a todos?

23.1.08

...

"O amor é uma prisão Lírica." - escrevi.
O que quis eu dizer?

De certo modo apaixonei-me pela sonoridade:
«O amor é uma prisão lírica.»

Já lá vão alguns anos e…
Olho-a sempre como fosse a primeira vez…
Sem saber…
O que quis eu dizer…

20.1.08

Ciúme (eu não ando a...)

Tens ciúmes dela...
mas sem motivo.
Dúvidas de mim
mas sem motivo.
Obscenidade vã
que te degrada...
Obsessão intelectual

que nos inibe de ser.

15.1.08

Encantamento

"Agora olho-te audaciosamente nos olhos, aproximo os lábios e não tenho forças para te ouvir, quero só beijar-te, beijar-te, beijar-te! "

Dostoievski

10.1.08

Cavoli riscaldati

Juraste ser verdade a mais cruel das mentiras...
Como posso hoje olhar-te e ver a mesma pessoa?

2.12.06

Desconhecida

Há dias consecutivos que te observo
Que te vejo num olhar tenro…
Intenso, expectante, simplesmente cativante

Há dias…
Que te vejo caminhar harmoniosamente
Com toda a exuberância e plenitude
Sublime em esplendor e sensualidade

Não quero saber o teu nome, isso não é importante.
Não quero saber donde vens, isso é totalmente irrelevante.
Quero sim, dizer-te “Olá, como estás?”

Há dias que anseio ver-te
Há dias que desejo ter-te
Há dias que…

Bem tento ser circunspecto
Mas à tua presença, meu olhar detém-se incontrolado
Incrivelmente fascinado
Tão-somente indiscreto.

É sobre a ousadia destas palavras que me escondo
Tenho medo de ser mal interpretado
Por uma acção ou gesto mal conseguido
…pois só queria estar a teu lado.

28.10.06

Tu

Tu, que um dia sonhaste em ser alguém
…não somente mais um reles mortal.
Sim, tu, que um dia sonhaste em ser importante.
Tu, aí no chão molhado De face esguia e pálida
Olhar frágil, amargurado …que simplesmente deixaste de ter companhia a teu lado.
Sim, tu, que permaneces preso, estático
Num mundo que não é o teu… O que foi que viste…?
O que foi que sentiste…?
O que foi que te aconteceu…?
O que foi que assim te deixou…?
Tu que tinhas tudo para ser
Tu que tinhas tudo por viver
…num segundo deitaste tudo a perder
…num segundo quiseste morrer.
Quem foram os que te desiludiram?
Quem foram os que de ti partiram?
Quem te abandonou? Quem aqui te deixou?
Neste mundo que não é o teu…
Neste mundo que não é meu…
Neste mesmo mundo, onde ainda ontem ninguém queria saber o que te aconteceu
E hoje todos se perguntam…
O que vês tu…?
O que sentes e que mundo é esse? …. O teu
Sim, tu que perdeste o controle…
O mesmo que um dia queria ser importante…
Vê-se agora refugiado em drogas delirantes
Que o deixam tão-somente enlouquecido, impotente.
Não queremos ser todos alguém…?

27.10.06

...

O que fazes quando és acordado com um doce beijo...
O que fazes quando és temperado com a mais doce ternura...
O que fazes quando és mimado...
O que fazes quando és admirado...

O que fazes quando te perguntam: "Amas-me não me amas?"

E tu não sabes o que fazer...

E não fazes nada...
Não dizes nada...
Não sentes nada...

1.10.06

Leiam com a devida atenção "A Insustentável Leveza do Ser" de Milan Kundera, parem sempre que vos apetecer, mas percebam que lá está todo um amor fraco, um amor sem chama onde  as pessoas se apegam porque não têm coragem para partir...   Onde nem um nem outro conseguem ser felizes. Ele porque não consegue fazê-la feliz,  ela porque não sabe ser feliz... no fundo nem um nem outro sabem, e por ali permanecem...

Talvez seja o maior relato da falta de amor próprio...

27.9.06

Incompleto

Nos teus olhos o Luar
Na tua boca, um tenro paladar
Nos teus lábios, o desejo de beijar


Incompleto sem ti…
E tu insistes em não voltar...

25.9.06

Esquece tudo o que sabes...

"And who'd have ever thought. This was how it would end for you and me"

                                                                                                            Roger Waters - The first time today part 1

10.9.06

Amor/Ódio??????

Hoje odeio-te, não sei a razão, o porquê, mas quem quer saber? Passei a odiar, a não desejar, não te querer, não te amar, tão pouco sonhar. Fui pois, apanhado no meio de um fogo cruzado entre amor e ódio, refugiei-me no ódio. Sim, foi ele mais atencioso para comigo. Respiro-o, deito-me nele, leito perfeito que me ampara a queda, me seca as lágrimas, me lava a cara, me embala num sono letárgico. Ódio, como te adoro, como aqueces o sangue das minhas veias, como me tornas forte. Inês como te odeio, por ti anseio. Não passas de uma linha ténue no meu livro. Foi teu sorriso pérfido que me apunhalou pelas costas, teu ar envenenado que respirei e me deixou doente. Odeio tudo em ti, e é esse meu desatino. Por que és tão especial? Culpo-te por tudo, e ainda mais a mim, por te ter dado uma oportunidade. De que estou eu a falar? Mas afinal quem sou eu? Não sou ninguém! Apenas um fragmento de mim próprio. Quem és tu que tanto odeio? Meu desconcerto fatal! Preciso de ar! …dá-me ar! É o teu fôlego que me enche, que impede meu pulmão de sufocar. Volta a envenenar-me, não consigo respirar. Porque é que… deixei de te ver no meu sonho, porquê? Procurei-te toda a noite e tu não estavas lá, deixaste-me desamparado, sozinho… Foste sem deixar rasto e não mais voltaste. Porquê?! Choro arrependido… É este o momento para chorar, para gritar, para berrar…, assim faço: berro até ficar completamente exausto, sem voz sem nada, apenas Ódio… Todos olham, todos procuram saber quem sofre de tal forma… - Sou eu enlouquecido pela dor. Inês, salva-me de ti mesma! Ajuda-me, Salva-me, morro aqui à tua frente! O meu desespero… a minha própria vida… Sufoco… A morte é tudo, quero-a mais que tudo! Coveiro apressa o teu trabalho, que ai vou! Não… Não posso… Não posso morrer! - Morte triste, que me separa eternamente de ti…, uma vez morto, perco-te para sempre. Jamais morrerei de amor! Quem foram os que fizeram? Quem são os que os lembram? Quero-te esquecer não ser esquecido… Quero encontrar-me contigo, tocar-te. Volta, deixa-me ver-te! Tem pena deste infeliz, cujo único crime é amar-te. Reclamo a ti. Espero um milagre, uma luz que me guie …espero-te a ti…Tu insistes em não aparecer… Desisto, tropeço na escuridão da noite, sinto o céu cair-me nos ombros, olho distante e confuso… Estou no inferno! Não tenho dúvida alguma. Já estou moldado a ele, toda a minha vida o senti…, bem perto. Não aguento tal sofrimento, qual cabo das tormentas… Entrego-me sem o mínimo sinal de luta. Deixo-me envolver na tela onde toda esta tristeza está pintada sem uma única cor. Conseguirei sair? Ou será que algum dia, alguém mudará as cores deste quadro ao qual chamo vida? Esperança não tenho…

21.8.06

Sonnet 116

Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove:
O no! it is an ever-fixed mark
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wandering bark,
Whose worth's unknown, although his height be taken.
Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come:
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
If this be error and upon me proved,I never writ, nor no man ever loved.
_______
W.S.

16.7.06

Ciciar

Muitas vezes entro em contradição comigo mesmo, pois tento não desejar o que tanto desejo ou desejo tanto o indesejado.

E só por atender à minha libido, sou muitas vezes incompreendido.

6.4.06

Destruida a ilusão

Isto não é novo!

O Idílio
A espera
A cruel demora

Que me arrasta para um estado
De inaptidão
De pura ilusão

Eu que... era tão...
Sonho agora constantemente com o amanhã

Impaciante
Espero até hoje

E se tudo fosse um erro?
Não teria sido tão perfeito?

2.2.06

Conversas ao Luar

Conversas ao Luar (entre mim e eu mesmo num dia incerto de 2006)




- Acredita o Sr. no Destino?
- Meu rapaz… Ora no Destino… não sei, nunca me debrucei sobre o assunto… Mas pensando um pouco, acho que acredito sim.
- … Muito bem, então responda-me a isto se não for incomodo…
- De modo algum… tenho a noite toda… - diga lá!
- Porquê que fingimos? Porquê que escondemos a maior parte dos nossos pensamentos, sensações e emoções?
Porquê se finge o melhor amor do mundo, quando muitas das vezes tal não passa de uma farsa e é o medo da solidão a única coisa que nos une?
Porquê que aceitamos de ânimo leve o que nos é dado, quando a maior parte das vezes nos apetece dizer não.
Porquê que dizemos para nós “É melhor que nada” Justamente, nem é mau, nem é óptimo. Porquê que facilmente nos acomodamos a situações da vida? Porquê que f
acilmente suspendemos sonhos...?
Será porque levianamente dizemos: “É melhor que nada”, e mesmo que já seja algo bom, deixamos de procurar melhor…
...
A verdade é que todos nós, por breves minutos, ou segundos que sejam, temos “oscilações”. Oscilações de sentimentos, de comportamentos que não atendemos, pois poderiam mudar drasticamente as nossas vidas. E aqui está um dos pontos fundamentais deste raciocínio, que abre outra questão: Porquê que temos tanto medo da mudança? De arriscar… É certo que ela acarreta consequências, que podem não ser as desejadas. (Teremos assim tanto medo de nos expor? É o receio de um possível “sentimento de perda”, fruto de uma presumida equação, que nos torna inertes? Porquê que não conseguimos lidar com a dubiedade…? Estamos a falar da própria vida! Estaríamos habituados…não? Deveria ser fácil, mas não… Porquê complicar o que é ao mesmo tempo tão simples e tão complexo? Deveria ser fácil encontrar uma resposta, mas não o é!
Vejamos…, não se trata de uma fútil aventura, mas sim de decisões difíceis de tomar, de sentimentos difíceis de expressar. Será por isso que nos mantemos numa balança com um peso regulado? Pois vendo bem as coisas, o que temos poderá não ser o que “sonhamos”, mas também está longe de ser mau. E ao arriscarmos algo mais estaremos a pôr em xeque o que temos, que em determinados momentos nem é uma coisa, nem é outra. Aqui perguntamos: “Valerá a pena ARRISCAR?” - Eu responderia que sim… sabendo que só se vive uma vez… Que chega mais além aquele que sonha mais alto. Mas tudo isto não é ciência exacta, como sabemos… E o Sr. o que acha de tudo isto?
- Meu rapaz… tu ainda és jovem… Não é cedo para tanta dúvida? Vive a vida, desfruta-a! Vive intensamente!
- Mas é exactamente o que eu procuro! É exactamente o que eu não consigo fazer!
Somos nós capazes de amar incondicionalmente? Somos capazes de sentir o mesmo por determinada pessoa interminavelmente? …tenho essa esperança mas…
Mas por vezes corremos um olhar, um sorriso, um perfume, que não o nosso e nada fazemos, nada. Pois poderemos estar com ilusões… (quais as possibilidades de isso acontecer…) Podemos estar a “pôr em xeque o que temos”, ao revelar tais sentimentos. No entanto, ficamos convalescentes ao perceber que poderia ser esse o futuro que acabou de passar por nós. E quando isso acontece…, esse “futuro” já está bem longe de nós.
...
Tudo isto, leva-me ao Destino. Será que existe mesmo? Será que essa pessoa, essa vida que constantemente sonhamos, está reservada para cada um de nós?
Será que as nossas decisões estão preconcebidas? Não estarão todas as nossas decisões “viciadas”? Haverá livre arbítrio? Podemos escolher livremente? Meu caro senhor diga alguma coisa por favor...
- Vou-lhe ser honesto e poderás pensar que não te estou a levar a sério… Sabes meu rapaz, a verdade é que, nós podemos acreditar no que quisermos..., que cada um semeia o seu caminho, que cada um vai de encontro com as suas próprias convicções, e tudo o resto cabe a Deus ou alguém… Se é o destino que me faz levantar todos os dias e me dá força para encarar o amanhã sempre com o mesmo sorriso, eu não sei… Agora deixa-me dizer-te…
- Não espere, por favor, mas está-me a dizer… Não, não… Imagine isto: Imagine que tem uma bifurcação, direita e esquerda. Ocorre-lhe ir pela esquerda, mas o Sr. pensa “Não, vou pela direita”, pois julga que queriam que fosse pela esquerda. Depois pensa “Será que já estava determinado? Que iria pela direita?” Se isso é verdade será que somos todos controlados? Se isso também é verdade, quem nos controla?
- Meu rapaz, Destino dizem alguns… Amor outros, porventura estes mais sábios. Meu caro amigo, estou a ver o que se passa contigo… Nada tem a ver com o Destino da forma como o referes. Tu falas-me de Amor, de um amor verdadeiro, um amor verdadeiro que anseias, que te deixa num estado febril… Ai o Amor, tão belo e tão… uma luta difícil sabes…
- E então, que conselho me dá? Há forma de ganhar essa luta? Sinto-me perdido… Não sei o que fazer…
Diga-me o Sr. se já alguma vez esteve perante tal batalha? Já esteve perante dois distintos caminhos? Eu estou preso a ambos e não me consigo decidir…
- Sim, …já lá estive!
- E então?
- Pensei durante algum tempo e no momento certo me decidi. - Não foi nada fácil!
- Como?
- … Meu rapaz só tu o podes fazer… Cada um tem que encontrar o seu caminho, se é isso que procuras...
- Não me deixe assim… Diga-me lá como o fez! Conte-me a sua história!
- Bem, … Meu avô dizia: “O caminho faz-se ao caminhar”, mas sempre que dava um passo…
- Sentiu medo…? Presenciou o tremor de ter que escolher e simplesmente não poder? Imobilizou-se na inércia de só querer saber o que realmente se quer, sem saber como o fazer?


Mas porquê que temos sempre que optar…?
Toda a minha vida imaginei-me livre para escolher o caminho a seguir, sem qualquer duvida, sem ponderação… Mas não… Há sempre um outro, que me confunde, que me ilude, que me seduz, que me desilude…
- O que realmente queres saber? O que se passa contigo?
- Quer mesmo saber? Muito sinceramente não me vejo aqui. Cada trilho que piso, cada direcção que escolha, sinto a minha vida a correr em sentido oposto. Para mim tudo é …
- Estranho…
- Não verdadeiro. Eu próprio deixo a pouco e pouco de me sentir verdadeiro. A qualquer minuto que passa, quer no que faça, quer no que vejo, quer no que leio…; Constantemente me pergunto… Mas porquê? Porquê? Porquê que não consigo… simplesmente não consigo fazer isto sozinho…
Será que assim tem que ser? – Porquê?
- Meu rapaz... Mas porquê que estás constantemente com os porquês?
- Porque sou fraco e estou farto! E o Sr. não o conseguiu evitar!
- Pois…(sorriu moderadamente) Então fraco? Tu não és nada fraco! E Estás farto de quê?
- Sim sou fraco e estou farto! …farto das pessoas… Farto de pessoas fracas… São fracas as pessoas - fracas nas palavras e as palavras fracas demais.
- Meu rapaz… e se eu lhe contasse um segredo?
- Mais um…? Rapidamente deixaria de o ser…
Diga-me antes porquê que sofremos? É o sofrimento uma necessidade fisiológica ou é inerente ao Amor? E todos os que amam estão condenados a sofrer?
- Um dia… um dia perceberás…
- Por favor, não me venha com tretas… Delas já estou eu farto: “Um dia…” Um dia estarei morto isso já hoje sei…
Sabe, o que me irrita, neste exacto momento, neste nosso tão-chamado mundo... É ninguém ser quem afirma ser. É viverem vidas irreais porque subjectivaram um sonho. Chega de palavrinhas de auto-ajuda. Serve de Exemplo: “Eu estou bem!” Escrito milhares de vezes, até a própria pessoa acreditar no que escreve. Nada mais ilusório… E eu que não consigo deixar de Sonhar com as palavras que num dia incerto me foram ditas… - Tudo isto me enlouquece…
- Permita que lhe pergunte o seguinte meu rapaz: O que lhe faz questionar-se tanto são as pessoas ou as próprias palavras?
- São as palavras das pessoas! As palavras sem as devidas pessoas nada são. Todas sem excepção, e agora falo das pessoas, elas tentam constantemente fortalecerem-se com palavrinhas e palavreados. Palavreados eloquentes que apenas seduzem quem os profere.
- Então o que está errado?! Não é intrínseco ao Ser procurar “injectar-se de forças” (se me permite tal expressão), para fazer frente ao dia-a-dia? Não devem ser admissíveis, todos os meios lícitos?
- Respondendo à primeira pergunta, nada é errado. Tudo é subjectivo. Deixou de haver verdade. Ela própria é subjectiva, confesso. É não mais do que a Mentira. As palavras MENTEM, e ferem ferozmente…
Quanto à segunda, intrínseco do Ser, é a ambição desenfreada sem regras, sem emoções ou constrangimentos, uma espécie de canibalismo intecto-social. – Idiotas… Como somos...
- Afirma então que todos mentimos ostensivamente? E que vivemos numa falsidade efectiva?
- Pouco importa! Pouco importa o que digo. Se eu hoje digo uma coisa e amanhã outra. Pouco importa o que digo, se nem hoje sou ouvido.
- E não acha que o fazemos para tornar a nossa convivência menos cruel e limitativa a uma realidade existencialista?
- Note meu Sr., com todo o respeito, fomos nós que criamos as palavras, não o contrário. Como afirma o velho e ilustre sábio “Primeiro é-se e depois demonstra-se porque se é”. …Não com palavras, mas actos. E é nos actos que as palavras soam falsas. Uma pequena mentira ali outra acolá, suficiente para fazer dela verdade absoluta.
Como queria eu ser falso e dizer que fraco não sou! Que sou livre das palavras, mas não. Sei hoje que sou fraco e que amanhã o serei. Não pelas palavras, não pelos actos. Não pelos meus, mas pelos dos outros que me levam. Estes contaminados por palavras. Estúpidos eufemismos que escondem a genuinidade do Ser.
- Meu rapaz, é notório que estás bastante agastado…, mas neste momento este é o meu conselho:


- ...
- Entrega-te à vida, e deixa ela te levar...
Não te preocupes em saber onde e por onde
Não te preocupes com nada
Aprecia tudo
Admira tudo
Adora tudo
Tudo é para ser adorado, mesmo o que não adoras
Tudo é para ser admirado, mesmo o que não admiras
Tudo é para ser apreciado, mesmo aquilo que tu não aprecias

Tudo é para ser comtemplado!
É o Sentir
O prazer de Sentir
A satisfação por Sentir...



Essa é a beleza da vida!
"Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas"
- Curioso! Simplesmente curioso! Lembro agora essas palavras meu caro senhor.
"Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras,
Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo
Do que as que vi ou verei.
Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações."
- Ora nem mais...(Sorrisos)

24.1.06

Neurastenia

Como pode tudo o que mais admiro simplesmente degenerar-se?

Os mais sinceros momentos... rapidamente esquecidos...

Os mais carinhosos gestos... abruptamente entorpecidos…

Os mais afáveis instantes... para sempre perdidos…

As mais doces palavras... subjugadas por um tom mudo...

Foi tudo deixado para trás.

Ficamos sós...

Despidos da pureza que outra hora nos uniu

Como pode tudo o que mais admiro desfazer-se em mil pedaços impossíveis de fixar

Mil pedaços de dor que para todo o sempre vou lembrar

Como deixei tudo desmoronar-se

Como não nos vi lentamente morrer

Como fui tão cego, tão frio

Deixei tudo evaporar num denso e atroz nevoeiro

Ficamos sós…

Nós e a triste realidade

Nós e a nossa infiel transparência...

Porquê que assististe a tudo tão silenciosamente?

Quando era um “não” que se te pedia

Porquê que permaneceste imóvel num sossego ensurdecedor, numa invisibilidade perceptível a olho nu?

Quando era um “não” que se te pedia

Pois ninguém tem dúvidas e eu também não, que, quando um não se vê único no seio de infinitos sins, torna-se nobre, mesmo assim rejeitado por ti, apenas pela negatividade da palavra que nunca aprendeste a aceitar.

Um simples “não” poderia ter evitado tanto sofrimento

Se apenas tivesses dito “não”

“NÃO”

Mas não foste capaz!

Não foste capaz!

Foi tudo deixado para trás.

Ficamos sós…

Despidos da pureza que outra hora nos uniu

Presos pela tua inércia que lentamente nos sucumbiu

Um dia conheci-te. Noutro sonhei que te conhecia.

E agora sei que tudo não passou de uma assombração.

Não quero acreditar que mudaste

É difícil aceitar que já não sei quem és!

Provavelmente não existes!

Posso-te chamar fantasma?

Não quero acreditar que também mudei

É difícil aceitar que também já não sei quem sou!

28.11.05

Fragilidade

O nosso propósito foi enterrado com todas as nossas pequenas mentiras…
Resta agora a convicção e a recordação: A recordação do nosso único dia de paixão; A convicção que tudo em diante foi em vão.

Não foi a traição que nos separou, mas sim a sua sempre presente aparência.
Não foi a eufémica falsidade que nos denunciou, mas sim a sua desleal essência.
Foi certamente a incerteza, a constante indecisão, que fugazmente nos levou...

Pois vendo bem, foi …a insegurança de quem ama que nos atraiçoou…
Dissimulando a única evidência…Tão quente e doce, a chama…,que fugazmente se apagou…
Que tão fugazmente nos separou!

Não foi a traição que nos separou, mas sim a sua sempre presente aparência.
Não foi a eufémica falsidade que nos denunciou..., mas sim a sua desleal essência.
Foi na verdade a constante incerteza, a invariável indecisão...
Que tristemente nos separou!

De que serve agora Clemência…
É total o embaraço
É triste o acaso…
É frágil o amor que constantemente se vê abraçado com a dor…

14.10.05

...















Foi o pior pôr-do-sol que alguma vez assisti…
Aqui sentado, estonteante, gelado
Neste rochedo desgastado pela erosão.

...

Sobre um olhar indiscreto
A lua aproxima-se…
Tons de vermelho invadem o azul pérola
De um céu entristecido.

Uma Ave bate as asas com dificuldade
Neste espaço de imagens
Tentando afastar-se deste ar
Cujo oxigénio finda.

Sentado na disparidade
Entre extremidades afiadas
Observo o som de ondas furiosas
A esmagar esta praia sem remorso.

Imensidão oceânica
O paraíso para diante,
O frio gélido de um Inferno por trás.

O vento suspira numa voz tentadora
Os prazeres carnais de uma vida térrea.

Um rasgo de violeta díspar, recorta-se no firmamento
Anunciando o final desta novela.

Dói-me a cabeça. Sinto-me às voltas
Desapareço
É pois mau o momento.

Sobre esta linha celeste que me limita a visão
A lua desposada, de vestido branco, apresenta-se
Entre uma crisálida de nuvens carregadas com traição

Vou-me embora, isto não faz sentido, nada faz sentido
Nada para ver, tudo tão nada.

Caminho deambulando, bêbado em amargura
Sobre esta areia movediça
Que me dificulta os passos curtos.

No meu encalço figuras deformadas, expectantes e imóveis
Por entre elas passeio, gracejando com a insignificância do ser
Divertindo-me com a minha própria solidão.

18.8.05

"When in disgrace with fortune and men's eyes"

"When, in disgrace with fortune and men's eyes,
I all alone beweep my outcast state
And trouble deaf heaven with my bootless cries
And look upon myself and curse my fate,
Wishing me like to one more rich in hope,
Featured like him, like him with friends possess'd,
Desiring this man's art and that man's scope,
With what I most enjoy contented least;
Yet in these thoughts myself almost despising,
Haply I think on thee, and then my state,
Like to the lark at break of day arising
From sullen earth, sings hymns at heaven's gate;
For thy sweet love remember'd such wealth brings
That then I scorn to change my state with kings."
________
W. Shakespeare - Sonnet 29
Possivel tradução:
De mal com os humanos e a Fortuna,
choro sozinho o meu banido estado.
Meu vão clamor o céu surdo importuna
e olhando para mim maldigo o fado.
A querer ser mais rico em esperança,
como outros ter amigos e talento,
invejando arte de um, doutro a pujança,do que mais gosto menos me contento.
Se assim medito e quase me abomino,
penso feliz em ti e meus pesares
(qual cotovia em vôo matutino deixando a terra) então cantam nos ares.
Tão rico me é teu doce amor lembrado,
que nem com reis trocava meu estado.

23.6.05

1st time I ever wrote something in English...

...
was about you...
You broke up, broke up with me
Shit! I still got you stuck on inside my head
The goodtimes...
The funnytimes...
All covered up with lies...

I Still remember you saying: "You're my heart!"

So I wonder: How could you live without your heart?
....

27.2.05

27/02/05

Encontro-me sentado num leve sofá azul-marinho, no meu quarto, apenas rodeado pelas quatro paredes que o constituem. Estava a ser uma quinta-feira terrível, na medida que a manhã tinha sido péssima e a tarde para ai caminhava. A primeira vez que olhei para o relógio, este marcava um quarto para as três, e eu continuava ali sentado, sem nada fazer, até que...
Comecei a questionar-me: "Mas o que andas tu a fazer; quem és tu e porque estás aqui?!"
...
"Atónito permaneci... " (mas o quer isto dizer?! ... não passa dum enfemismo reles que não descreve tão pouco o que senti..." )

A verdade é que fiquei literalmente "cagado de medo". - Uma experiência deveras exitante e "hedónica" :P
...
Bem, continuando:
À medida que as horas iam passando..., (TIC - TAC; TIC-TAC) e eu olhava para a janela..., (desculpem... mas o meu quarto tem uma janela) -  Tudo via sem cor, sem alegria... As pessoas sem alegria, caminhando cabisbaixo... pela avenida pálida e deserta... Deserta de emoção...
Mas porquê esta sensação?! A de não pertencer a este mundo cheio de tristeza, de incerteza, onde é litigável a verdade desta cruel realidade... Sociedade mesquinha e corrupta onde à luxúria se junta a cobiça do proveito. E é pois meu total desalento viver neste mundo filho da puta...
Louco estarei? …ou simplesmente me apercebi que a razão não consta neste mundo, que se encontra sujo e imundo.
Muitas vezes me deixo cair na ânsia de ser completamente dominado pelo inconsciente na remota perspectiva de conseguir viver num mundo de sonho, só visto em alucinações e em diversas lendas como o fascinante “El Dourado”. Algo completamente remoto como é remoto este meu momento, que me dedico a escrever frases sem nexo.
Estarei a ser negativista, não me parece... pois pelo que me parece e é dito por muitos outros homens que possuem a arte de saber escrever, o que certamente não é o meu caso: "O optimismo raramente é o oposto do pessimismo. O optimismo se não é a boa vontade de injectar força nos fracos, o que é bom e faz bem é a idiotice.”
Acho bastante elucidativo e está de acordo com o meu pensamento inicial...talvez sejamos todos idiotas, ou talvez não, pois em alguma parte nos sabemos que a vida pouco significado tem e se chega muitas vezes a perguntar-se:"para que todo este esforço??? Daqui a uns anitos não estarei cá!" Deixando portanto um certo pessimismo apoderar-se das nossas almas...mas mais vale pensar assim… “Sê pessimista e age como optimista e tem sempre razão.” do que actuar assim...
Bem, estou a escrever e cada vez mais o pensamento a ficar ilógico e as palavras a não se articularem... mas talvez tenha alguma razão no que escrevo. Porém, que importa a minha razão, ela é minha própria satisfação, ela justifica apenas a minha existência, e tal já me deixa num estado de ataraxia, sabendo que existo.

26.1.05

18:47

"If you have been rejected many times in your life, then one more rejection isn't going to make much difference. If you're rejected, don't assume it's your fault. The other person may have several reasons for not doing what you are asking her to do: none of it may have anything to do with you. Perhaps the reason is busy, or not feeling well or genuinely not interested in spending time with you. Rejections are part of everyday life. Don't let them bother you. Keep reaching out to others. Keep reaching out to others. When you begin to receive positive responses, then you are on the right track. It's all a matter of numbers. Count the positive responses and forget about the rejections."

25.1.05

J

J andava aflito com as cores do céu...
Dizia: "Ana repara repara! Este não é o céu que eu tinha visto..."
- Então J amor, este é exactamente o mesmo céu de ontem. Um céu límpido feliz e alegre!
- Não Ana... Este céu não é o mesmo... Não é um céu límpido feliz e alegre! - Eu vou deixar-te!... Desculpa-me...
- ...

...

24.1.05

Um dia como tantos outros!

Não. Não vi nada, não ouvi nada de novo. Um dia tão vazio como tantos outros, um dia de paisagens efémeras, de pessoas frívolas e distantes. Enfim, seria um dia especial para ter consciência de tudo que tive, de tudo o que me rodeia, pois é perante o vazio inerente que nos recordamos das coisas boas e damos valor ao que temos e ao que realmente somos.
Tal não aconteceu..., deixei-me pois, envolver na tela onde toda esta tristeza estava pintada sem uma única cor, entregando-me sem o mínimo sinal de luta. Conseguirei sair? Ou será que algum dia, alguém mudará as cores deste quadro ao qual chamo vida?

"Mono-no-awaré"

Facilmente aliamos o amor à angústia, desilusão à incerteza, à dor. Por outro lado a amizade é inexplicavelmente uma certeza, algo que nos da segurança, sabendo que temos alguém amigo. Amizade essa, que ultrapassa facilmente a dor, funcionando como curandeiro para todos os males.
Talvez devêssemos limitar o amor aquele sentimento que ocorre mediante duas pessoas ao qual denominamos paixão. Muitas vezes se refere a paixão como uma chama, algo afável, que no decorrer do tempo vai ficando branda e sem brilho.
Ou talvez tenha a ver com a vulgarização do termo “amor”. Hoje todos se amam sem se amarem realmente. Usando tal palavra sem o mínimo de sentimento. Claro quando é necessário expressá-lo, a palavra “ amor” já se tornou banal.
Pois não sei qual maior dor, a de não ter o calor de alguém amigo ou o arrepiante ardor de não ter um amor….

16.2.04

16/02/04

...Ontem sentei-me em frente da minha secretaria diante a luz branda do meu quarto, com a clara intuição de escrever. Sim, escrever algo, um parágrafo, uma simples frase, qualquer coisa, ainda que supérfluo pudesse parecer. Mas nem isso consegui fazer. Algo me distraía (…)
Passaram-se vários minutos e cada vez mais era absorvido por uma tristeza impar que me consumia de forma atroz (...)
De repente sou sobressaltado pelo telefone, levanto-me, corro em direcção ao mesmo, ate que paro estático. Decidi não atender. Não, não atendi, simplesmente não estava preparado para ter uma conversa com essa pessoa.
Entretanto o telefone parou de tocar, voltei ao banco da minha secretaria e quando parei para olhar a folha de papel enrugada destinada a servir de ouvinte dos meus pensamentos, encontrei apenas dois grandes círculos colados um ao outro.
Cerca de quarenta e cinco minutos para dois círculos estúpidos? …que desperdício!!!! ok!!! Desisto, já chega!!! Esmaguei a folha de papel e violentamente atirei a esferográfica contra a parede. Foi então o momento em que me apercebi que tinha conseguido escrever tudo o que queria, alias, todo o sentimento que necessitava de extrair, todos os pensamentos, as duvidas, as desilusões, tudo se encaixa à volta de um círculo! …Isso um circulo!!!
Pera...calma, então o segundo? …e porque estão colados?

26.1.04

Reminiscência

(1)"...recordação sem reconhecimento, i. é., sem consciência do facto de ser uma lembrança; recordaçao vaga; lembrança quase apagada; memória; teoria da Reminiscência, forma mítica do racionalismo em Platão, segundo a qual todo o nosso poder de conhecer a verdade é a recordaçao de um estado antigo em que, vivendo com os deuses, nós possuíamos uma vista direita e imediata das ideias. (Do lat. reminíscentia-, «recordação»)"
Teoria da Reminíscência (Um dos argumentos a favor da imortalidade da alma)
Este argumento visa demonstrar a preexistência da alma em relação ao corpo. É Cebes que introduz a questão da reminiscência. Sócrates interroga o escravo Ménon e leva-o a recordar o teorema de Pitágoras que nunca lhe fora ensinado, demonstrando assim que os homens cultos ou incultos já possuem dentro de si o conhecimento e para explicar tal há que admitir que a alma já viu o que depois do nascimento recorda. Platão considera que a experiência anterior é o fundamento ideal da experiência actual e esta fica sempre distante da perfeição do conhecimento proporciona.
Que tipo de saber é recordar? É aquele saber que obtemos que quando ao ter percepção de algo, não representamos apenas a esse algo mas a outra coisa diferente, a ele associado, como por exemplo: Ao avistar Simias, se recorda-se de Cebes.
O ponto de partida para uma recordação pode ser tanto algo semelhante como diferente. No caso de algo semelhante deve haver no objecto semelhante algo diferente. O que Socrates afirma é que a percepção sensível de um objecto nunca coincide com a ideia pura desse objecto. ( por ex. a igualdade de 2 objectos de madeira é diferente de conceber a ideia de igualdade em si mesma.) O que quer dizer se ao vermos dois pedaços de madeira de iguais dimensões vem à mente a ideia de igualdade, isto não significa que esta ideia provenha da apreensão senhorial dos objectos, mas significa que é resultado de reminiscência. O conhecimento da ideia de igualdade não provém da percepção sensível, resulta da recordação das ideias outrora vistas pela alma antes do nascimento, ou seja antes da reencarnaçao da alma num novo corpo. Assim afirma-se que já possuíamos diversos conhecimentos, só que os vamos perder no acto do nascimento, e nao tendo consciência que os possuímos, vamos recordando lentamente os conhecimentos.
Fica assim demonstrado que:
O conhecimento autêntico é resultado da reminiscência
Que a alma preexiste à união com o corpo.
Aceitando e concordando com a preexistência da alma e das ideias, Simias coloca ainda uma objecção e Cebes concordando com Cebes coloca de novo a questão da separação da alma do corpo. Socrates responde que é necessário ligar este argumento ao anterior. Os 2 argumentos ligados mostram a subsistência da alma para além da morte e a sua preexistência em relação ao corpo, a ideia por ser simples é incorporia, não desaparece, já que os seres compostos é que se podem destruir e desaparecer.
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(1) In Dic. da Língua Portuguesa